Campanha de Flávio aciona TSE após mobilização de buscas sobre Bolsonaro e Lula
A campanha de Flávio acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após uma mobilização de buscas no Google pela expressão “Bolsonaro mandou matar Lula”. A iniciativa levou à Justiça Eleitoral uma disputa entre aliados de Bolsonaro e Lula envolvendo pesquisas coordenadas e publicação de hashtags no X, segundo reportagem do Brasil Perfil publicada nesta quarta-feira, 21 de outubro.
A alta nas pesquisas ocorreu depois de o deputado federal André Janones (Rede-MG) convocar participantes do grupo de WhatsApp Exército do Lula a pesquisar a expressão, conforme relato publicado pelo MSN. A mobilização aconteceu na reta final das eleições de 2026.
O termo aparece no recorte fornecido do Google Trends Brasil com tráfego aproximado superior a 500 mil buscas. Esse volume indica o interesse pela expressão, mas não comprova a afirmação contida nela nem representa uma conclusão da Justiça sobre o caso.
Mobilização digital passa a integrar disputa eleitoral
O acionamento do TSE é o desdobramento eleitoral da campanha de buscas. Segundo o Brasil Perfil, a reação da campanha de Flávio ocorreu após ações coordenadas no Google e a circulação de hashtags no X. O resumo disponível da reportagem não detalha os pedidos apresentados ao tribunal nem informa uma decisão sobre eles.
A convocação atribuída a Janones ajuda a contextualizar o crescimento da consulta: a expressão não ganhou destaque apenas como uma pergunta espontânea de usuários, mas também foi objeto de um chamado explícito para que integrantes de um grupo a pesquisassem.
São, portanto, duas questões distintas: a mobilização digital que motivou a reação eleitoral e o conteúdo da investigação à qual a frase faz referência. O aumento das buscas, por si só, não permite responder à pergunta sobre a responsabilidade de Bolsonaro.
O que a acusação diz sobre o plano investigado
A expressão remete ao plano “Punhal Verde e Amarelo”, apurado pela Polícia Federal. Segundo os relatos reunidos no material de pesquisa, o plano previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, além de um golpe de Estado.
De acordo com reportagem do Jornal Extra sobre a denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o plano foi levado ao conhecimento de Bolsonaro, que teria dado aval às ações previstas. O documento também previa o monitoramento das autoridades.
Essa descrição deve ser atribuída à acusação, e não apresentada como uma ordem de assassinato comprovada pela popularidade de uma frase nas redes. Bolsonaro nega envolvimento, conforme a reportagem do Terra.
O caso reúne, assim, uma alegação submetida às instituições responsáveis pela investigação e pela Justiça e uma disputa eleitoral sobre sua circulação na internet. O acionamento do TSE diz respeito a esse segundo contexto e não deve ser confundido com uma decisão sobre as acusações relacionadas ao plano.
